Como definir a efetividade do controle por eixo (probabilidade e impacto)?
Um controle não age sobre o risco de um jeito só. Uma dupla checagem antes da dispensação diminui a chance de o erro acontecer, mas não muda muito a gravidade quando ele acontece; um plano de contingência quase não muda a chance, e reduz bastante a consequência. Por isso o Qualiex pede a efetividade em dois campos separados — um para a probabilidade, outro para o impacto — sempre que um controle é ligado a um risco. Este artigo explica os dois campos, o que cada opção significa, o que muda ao escolher "Não atua neste eixo" e por que a mesma medida pode ter percentuais diferentes em riscos diferentes.
✦ Antes de começar
É necessário que a extensão Controles Internos esteja liberada para a sua unidade pela ForLogic. Veja Como habilitar os Controles Internos na sua unidade?. É necessário que o módulo Riscos esteja liberado para você em Configurações › Colaboradores → lápis de editar → aba "Módulos". Os Controles Internos não têm permissões próprias em Papéis e permissões. É necessário que a regra de análise usada pelo risco tenha a escala de efetividade do controle configurada — é ela que alimenta as opções dos dois campos. Veja Como configurar os níveis de efetividade na Regra de Análise?.
Acessando o módulo
Clique aqui e saiba como acessar o módulo Riscos no Qualiex.
Onde os dois campos aparecem
A efetividade por eixo é definida no cadastro do vínculo, e ele tem dois caminhos, com os mesmos campos e as mesmas opções:
- No diálogo "Vincular controle da biblioteca", no painel "Detalhes" de cada controle marcado.
- No formulário de cadastro por dentro do risco, no bloco "O que este controle reduz neste risco".

Depois, a efetividade é reavaliada ao longo do tempo na tela "Verificar efetividade", aberta pelo botão "Avaliar" da lista de controles do risco. Lá os dois eixos aparecem de novo, e "Não atua neste eixo" não fica restrita ao vínculo: a tela de avaliação orienta "escolha "Não atua" no eixo que o controle não reduz", e na avaliação de todas as conexões de uma vez o eixo pode aparecer preenchido com "Não atua neste eixo". Para conferir com segurança o que foi definido em cada eixo de uma relação, o lugar certo é o cadastro do vínculo — o diálogo de vínculo e o painel do controle na lista "Controles vinculados".
Escolhendo o nível em cada eixo
- Abra o campo "Probabilidade". Ele responde à pergunta: o quanto este controle diminui a chance de este risco acontecer?
- Escolha uma das sete opções. A primeira é a de não atuação; as outras seis são os níveis da escala de efetividade da regra de análise:
- "Não atua neste eixo": o controle não age sobre este eixo. Não é um percentual baixo — é a ausência de atuação. Veja o efeito na seção seguinte.
- "Inexistente (0%)": o controle deveria agir neste eixo, mas na prática não reduz nada — por exemplo, um procedimento formalizado que ninguém executa.
- "Muito fraco (10%)": age, mas de forma marginal.
- "Fraco (25%)": reduz pouco.
- "Moderado (40%)": reduz de forma perceptível, com falhas conhecidas.
- "Forte (60%)": reduz bastante e de forma consistente.
- "Robusto (80%)": o nível mais alto disponível. Não existe 100% — o teto da escala é 80%, porque nenhum controle elimina o risco por completo.

- Abra o campo "Impacto" e repita a escolha. Ele responde a outra pergunta: se o risco acontecer mesmo assim, o quanto este controle diminui a consequência? Os dois eixos são independentes: é comum um controle ser "Forte (60%)" em um e "Não atua neste eixo" no outro.
- Conclua a ação da tela em que você está — "Vincular" ou "SALVAR".
Os nomes e os percentuais acima são os seis níveis que a regra de análise já traz ao ser criada. Se a sua organização renomeou, reordenou, acrescentou ou removeu níveis na escala, as opções destes dois campos mudam junto — elas são lidas da regra de análise do risco, não de uma lista fixa do sistema.
O que muda ao escolher "Não atua neste eixo"
O eixo marcado assim desaparece da apresentação do vínculo, em vez de aparecer zerado:

- Na linha fechada da lista "Controles vinculados", aparece só o eixo que atua — por exemplo, apenas "Reduz Probabilidade 80%", sem nenhuma linha de impacto.
- No painel aberto daquele controle, aparece só "Efetividade na probabilidade"; o campo "Efetividade no impacto" não é exibido.
- No bloco "Quais controles mais reduzem o risco", o eixo fica sem barra — e o subtítulo do bloco explica exatamente isso: "Eixo sem barra é eixo em que o controle não atua — as duas reduções são independentes e não se somam."

É diferente de escolher "Inexistente (0%)": esse é um nível da escala como qualquer outro, e diz que o controle deveria agir naquele eixo e não está agindo. A distinção importa na hora de ler a carteira de controles — não se aplica e não está funcionando são diagnósticos diferentes.
A efetividade é da relação, não do controle
Esta é a regra que mais gera dúvida, e ela vale sem exceção: o percentual não pertence ao controle, pertence ao par controle + risco.
Um mesmo controle — digamos, "Verificação a 4 olhos" — pode estar vinculado a dois riscos ao mesmo tempo com números completamente diferentes:

- No risco "Erro de medicação", com "Probabilidade: Moderado (40%)" e "Impacto: Fraco (25%)".
- No risco "Indisponibilidade da ferramenta CRM", com "Probabilidade: Robusto (80%)" e "Impacto: Não atua neste eixo".

Os dois vínculos convivem sem se tocar. Alterar a efetividade em um deles não altera nada no outro, e o cálculo de cada risco usa a efetividade da sua relação. É por isso que não existe campo de efetividade no cadastro do controle pela biblioteca: ali não há risco a que o percentual se refira.
Na prática, isso significa que a pergunta certa nunca é "este controle é forte?", e sim "este controle é forte contra este risco?". Avalie cada vínculo olhando para o risco que está na sua frente.
⚠️ Comportamentos importantes
Os dois eixos são obrigatórios para concluir o vínculo. No diálogo "Vincular controle da biblioteca", o botão "Vincular" só habilita quando todos os controles marcados tiverem os campos "Probabilidade" e "Impacto" preenchidos. Se o botão estiver travado com vários controles selecionados, percorra um a um no painel "Detalhes" — a tela não indica qual está incompleto.
Evite marcar "Não atua neste eixo" nos dois campos ao mesmo tempo. O sistema aceita esse vínculo e não emite nenhum aviso, mas o resultado é um controle ligado ao risco que não reduz coisa alguma: ele ocupa lugar na lista, entra na contagem de "Controles vinculados" e passa a exigir avaliação periódica sem contribuir para o residual. Se o controle realmente não age em nenhum dos dois eixos, ele não pertence àquele risco.
Quando o risco não tem escala de efetividade, a tela avisa. Se a regra de análise em uso não tiver a "Escala de efetividade do controle" configurada, aparece a mensagem "Este risco não possui escala de efetividade configurada." e não há níveis para escolher. A saída não é no risco, é na regra: abra Regras de análise, edite a regra Customizada usada por aquele risco e configure a escala em cada eixo — o passo a passo está em Como configurar os níveis de efetividade na Regra de Análise?. Lembre-se de que a regra do tipo Modelo não abre para edição: é preciso uma regra Customizada.

Cada eixo tem uma escala própria. A regra de análise mantém uma "Escala de efetividade do controle" sob a "Probabilidade" e outra sob o "Impacto", e elas podem ser diferentes entre si. Se as opções dos dois campos não estiverem iguais, não é defeito — é a configuração da regra.
O nível escolhido no vínculo é o ponto de partida, não a palavra final. Ele diz o que se espera daquele controle naquele risco. O que passa a valer depois é o nível apurado na avaliação de efetividade, registrada pelo botão "Avaliar" da lista de controles do risco.