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O que é um critério de aceitação?

Calibrar um instrumento produz números: o valor que ele indicou, o valor do padrão, o erro entre os dois, a incerteza da medição. Sozinhos, esses números não dizem nada — falta a régua.

O critério de aceitação é essa régua: ele define qual desvio é tolerável para aquele instrumento naquela faixa, e é o que permite ao Qualiex transformar uma tabela de valores em um veredito de aprovado ou reprovado.

O que o critério reúne

  • A faixa em que ele vale — um valor mínimo e um máximo, na unidade de medida escolhida.
  • A tolerância admitida — o desvio aceitável para menos e para mais, que podem ser diferentes.
  • A fórmula de validação — o cálculo que compara o medido com o tolerado e devolve o veredito.
  • A quem ele se aplica — a um ou mais tipos de item/equipamento, ou a instrumentos específicos.

    Coluna criterio especifico geral ou especifico
    Faixa tolerancia e formula de validacao
    Criterios habilitados no intervalo de medicao do item

Como ele entra em ação

O critério não age por existir. Ele precisa ser habilitado no intervalo de medição de um instrumento concreto. A partir daí, ao validar uma calibração, o sistema aplica os critérios habilitados naquele intervalo aos valores da tabela de resultado e atribui o resultado.

A ligação é por abrangência: um critério cadastrado para a faixa de 0 a 200 mm cobre um intervalo de 0 a 150 mm. É o que permite reaproveitar a mesma régua em instrumentos de faixas diferentes, sem cadastrar uma para cada.

Geral ou específico

  • Geral: vale para todos os instrumentos dos tipos escolhidos. É o caso mais comum — a mesma exigência para todos os paquímetros da empresa.
  • Específico: vale apenas para os instrumentos listados. Serve quando um equipamento tem exigência diferente dos seus pares, normalmente por medir uma característica especial.

⚠️ Comportamentos importantes

Sem critério habilitado, não há avaliação. A calibração é registrada, o certificado fica anexado, mas o resultado permanece como não avaliado. É a causa mais comum de calibrações sem veredito.

O critério é a régua; a fórmula é a conta. Os dois são cadastros separados e dependentes: a fórmula define como calcular, o critério define os limites e a quem se aplica. Um critério sem fórmula não avalia.

Alterar um critério não muda o passado. Os resultados já validados mantêm o veredito que receberam. A mudança vale para as validações seguintes — o que é o comportamento correto, já que a avaliação foi feita segundo a regra vigente à época.

Um intervalo pode ter vários critérios. A validação considera todos os aplicáveis, o que permite avaliar o mesmo ponto sob mais de uma exigência.

Perguntas frequentes

Quem define os limites do critério? A engenharia ou a qualidade, a partir da tolerância do processo e do que a norma aplicável exige. O sistema aplica a régua; quem a define é a empresa.

Qual a diferença entre tolerância do critério e resolução do instrumento? A resolução é a menor divisão que o instrumento consegue indicar, informada no intervalo de medição. A tolerância é o desvio que a empresa aceita, definida aqui.

Preciso de um critério por instrumento? Não. O mais comum é um critério por tipo e faixa, reaproveitado em todos os instrumentos compatíveis.

Onde vejo os critérios de um instrumento? Na aba de intervalos de medição da ficha dele, dentro de cada intervalo.

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